23.8.10

ADIVINHA QUEM VOLTOU??




Pois bem, o blog não estava em manutenção....Foi apenas um breve parênteses, pois a vida anda tão corrida.....
Manutenção pessoal.......
Mas aqui estamos nós de volta, pra falar um pouco sobre a minissérie A Cura, que teve sua ótima e comentada estréia na TV Globo.
Estou adorando o suspense, longe de ser algo óbvio.
Bom, o seriado tende ao suspense, portanto não teria lógica já no primeiro capítulo eles contarem a moral da história, não acham?

Assim como Selton disse sobre seu personagem:
“Ele é um cara que carrega uma culpa. Procurei fazê-lo de modo que fique uma dúvida: ele é curandeiro? Charlatão? Louco? Aos poucos o público vai entender”.

É bom ver rostos novos como o da atriz Andréia Horta, com uma atuação ótima, longe daquele estereótipo que temos que engolir a toda hora.
“É uma atriz fabulosa, que veio pra ficar. É muito preparada e talentosa. Ela vai arrebentar” – diz Selton.

É aquele tipo de enredo em que cada personagem tem o seu valor e importância.
No site da Globo, o link sobre a minissérie está muito interessante, com várias informações, fotos, bastidores, resumo dos capítulos, vídeos e também há uma entrevista rápida com o Selton.
Vale a pena dar uma passada por lá:
WWW.globo.com/acura

Como já dizia Lulu:
'Existirá, e toda raça então experimentará para todo mal: A cura'

Abaixo, um presente do Selton à vocês: uma foto que ele tirou da própria maquina e que ninguém viu ainda.
“ É o meu ponto de vista de umas pedras lindas q me inspiraram muito pro trabalho em Diamantina” – disse Selton.




Pessoal, mais 3 fotos enviadas pelo Selton para vocês!!!!



em 23.8.10 | # |
20.12.09

AQUELE ABRAÇO



Ola queridas e queridos...
Este post de fim de ano sera um pouco diferente....A maioria vai chiar, pois nao é o Selton quem escreve, mas sim eu, a Paula.
Queria homenagear vocês, que sempre frequentam o blog, mandam mensagens carinhosas, não só ao Selton mas a mim e ao Serginho.
Este ano foi muito importante para todos, ao Selton, a mim e a vocês.
Tenho certeza que algo de especial aconteceu a cada um de vocês, em particular.
Teve o Selton brilhando em "A Mulher Invisível", que eu digo por mim, TODO MUNDO elogiou, nao só ele, mas a Luana, uma pessoa incrível que infelizmente algumas pessoas não a conhecem e nao reconhecem seu talento.
Selton emocionando a todos com "Jean Charles".
Teve Selton ganhando prêmio super chique-mega importante da revista Bravo como personalidade do ano de 2009, prêmio de melhor diretor por "Feliz Natal" no 2nd Brazilian Film Festival em Los Angeles, melhor ator por "Meu Nome Não é Johnny" no prêmio Vivo de Cinema Brasileiro e no Festival Cine-Port de 2009.
E chega determinado tempo em que sua vida toma rumos totalmente diferentes do que imaginava. Hoje tenho a certeza que muita coisa ainda vai acontecer, espero coisas boas... Mas sei que o caminho é longo e cheio de curvas. Esse mesmo tempo passa e você começa a destinar valores a outras coisas, e toda aquela que você acreditava ser sua verdade, de repente muda, não que isso mude seu caráter mas seu modo de viver. Aprende que muitas pessoas irão passar por sua vida, algumas de maneira mais sutil, outras nem tanto. Sortudos são aqueles que conseguem ser especiais, sem forçar... Eu como mae, acredito que ser amiga e verdadeira só na vida real.
Aprendi a estar sempre pronta para ser decepcionada, assim costumo me surpreender com as pessoas boas.
Não sei jurar amizade eterna em um mês, não gosto de gente grudenta, não acredito em tudo que me dizem, se não gosto de alguém não consigo demonstrar afeto, enfim, sou humana, cheia de defeitos... e você ?
Cada um tem as pessoas que merece... e eu amo as minhas.
À vocês que nao conheço pessoalmente mas tenho um carinho enorme...à vocês que frequentam o blog e que tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente, e ao Selton que se tornou um amigo, uma pessoa de coração enorme, que eu sempre vou manter na minha vida e do Serginho, desejo um ano de 2010 repleto de surpresas boas, realizações, amor e PAZ!!!

FELIZ 2010 a todos!!!
E atenção: o sistema de comentários precisou ser reformulado, pois o antigo que eu usava, um americano, decidiu cobrar U$$ ...ninguém merece ne? mas acho que o novo ficou bem melhor!!!

Bj


ps: deixo voces aqui com o primeiro "Moonwalk" que o Michael Jackson fez..hehehehehe



em 20.12.09 | # |
9.8.09

Selton dirige mais um clipe



Olááááááá!!!! Post novo pra vocês!



O Selton acaba de dirigir e montar um novo clipe.

Trata-se do clipe da bela canção "Esconderijo", da excelente cantora Ana Cañas.

A Direção de Arte é de Eduardo Felipe e a Fotografia e Câmera de Lula Carvalho.

Desses para assistir várias e várias vezes.......


Clique aqui para assistir ao clipe no You Tube!

em 9.8.09 | # |
22.6.09

MAIS SELTON!!!



"Olá!

Como as novidades estão fervilhando preparei com a Paula mais um post.

A partir de 23 de junho, o Canal Brasil apresenta uma pequena mostra de
filmes meus.

De 3a à 5a feira sempre as 22 hs, durante 2 semanas.

Teremos "O Cheiro do Ralo", "Árido Movie", "O Auto da Compadecida", "Caramuru-A Invenção do Brasil", "Lavoura Arcaica" e "O que é isso, companheiro?", além de um bônus no dia 23, como "Flerte Fatal", clipe do Ira que dirigi, e "Quando o Tempo Cair", meu primeiro curta como diretor.

Na 6a feira dia 26 de junho estréia nos cinemas "Jean Charles"



O filme ficou bem comovente e espero que vocês possam ver.

E 'A Mulher Invisível' bateu a marca de 1 milhão de espectadores! classe...

Leio tudo que vocês escrevem, tudo mesmo e sinto um carinho enorme emanando
desse blog.

Desejo tudo de muito bom pra vocês e que continuem firmes na estrada...

Beijo

Selton "
em 22.6.09 | # |
5.5.09

A Mulher Invisível vem aí...






"5 de junho nos cinemas

Espero que curtam bastante!

Beijo

Selton”


Vejam abaixo os links no you tube com alguns trechos do filme







em 5.5.09 | # |
30.1.09

VIVER E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ


“ Em comemoração a 2009 com menos trabalho e mais foco na vida como ela é, postamos uns links do dançarino Serginho.
Ele fará você sorrir, e no momento vivo em busca de leveza.
Essas cenas condizem mais com meus novos rumos do que qualquer assunto relacionado a trabalho.
Cuidem da saúde, divirtam-se, namorem, resolvam pequenos problemas que turvam a vista dos verdadeiros problemas, resumo:
Vivam a vida!
Do meu lado é o que estou ao menos tentando fazer.
Té logo mais...
Selton “



Meu muso total!!!



JULHO DE 2007





NOVEMBRO DE 2008


em 30.1.09 | # |
29.9.08

Agora começa a viagem…



Feliz Natal começa a encontrar seu caminho…

Festival do Rio dia 2 e 3 de outubro, são as primeiras sessões abertas.

Dia 2 terá debate depois da sessão com boa parte da equipe por lá e a sessão é popular – 2 reais.

Abaixo o flyer com o cartaz,endereços e horários:




Esse é o site oficial:

http://www.feliznatalofilme.com.br/

Vocês encontrarão várias coisas boas do filme, fotos, videos, programação, etc etc..

Na sequência do Rio, vamos para Curitiba, Festival de Cinema e a exibição será dia 11 de outubro.

Curitiba - 3º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino

http://www.festivaldecinema.pr.gov.br/

O Festival acontece entre 06/10 e 12/10.

Feliz Natal será exibido dia 11/10.

Depois vamos pra Salvador - IV Festival Cinema de Arte de Salvador.

O Festival acontece entre 10 e 23/10, é uma mostra não competitiva, organizada pelo circuito de salas de exibição Sala de Arte.
Não existe site do Festival, mas o da exibidora é www.saladearte.art.br

Feliz Natal será exibido dia 14/10 e 15/10

O filme será distribuido pela Europa Filmes e estréia oficialmente dia 21 de novembro.

Antes disso vamos passar por Brasilia, Goiânia, SP e outros lugares que eu e Paula vamos informando por aqui, ta?

Aguardo as impressões de vocês por aqui!

Beijo!

Selton

em 29.9.08 | # |
15.7.08

Nasce um novo diretor!



Moçada

Feliz Natal nasceu

A recepção não podia ser melhor

Prémio de melhor diretor

Prémio de melhor atriz coadjuvante dividido entre Darlene Glória e Graziella Moretto

Prémio Especial para a atuação do garoto Fabrício Reis

Mas melhor que os prêmios,foi a maneira que o filme se instalou nos corações e mentes das pessoas que estavam por lá.

E é só o começo

Estréia oficialmente dia 21 de novembro.

Mas antes disso passaremos por outros lugares...

Obrigado pela torcida

E até a próxima exibição...

Beijo

Selton





12/07/2008 - 16h16
Estreante na direção, Selton Mello impõe o exercício do olhar com "Feliz Natal"

GEISA AGRICIO
Da Redação Uol Cinema

Numa noite em que foi louvada a coletividade do cinema, o encerramento da mostra competitiva do 1° Festival Paulínia de Cinema foi celebrado com uma festa democrática. Os longas exibidos - o documentário "Iluminados", de Cristina Leal, e a ficção "Feliz Natal", estréia na direção do ator Selton Mello - defenderam a sétima arte como uma plural construção de múltiplos olhares, designando ao público - que não desapontou - um papel fundamental para dar sentido à obra cinematográfica.


Selton Mello subiu ao palco do Teatro Municipal de Paulínia acompanhado de todos os membros presentes da equipe do seu filme e apresentou, um por um, seus colaboradores e parceiros. Depois, passou a bola para os espectadores: "O filme tem muitos olhares e se completa com o olhar de vocês, espero que abram todos os seus poros para recebê-lo e que seus olhos sejam atendidos".

A exibição de "Iluminados" foi uma feliz abertura para o filme de tom experimental de Selton Mello. Com um documentário memorial e didático, Cristina Leal apresentou os principais diretores de fotografia do cinema nacional e conseguiu explicar à platéia um pouco sobre os bastidores da produção cinematográfica e a importância da luz e do movimento de câmera na hora de contar uma história.

As participações de Dib Luft, Edgar Moura, Fernando Duarte, Mario Carneiro, Pedro Farkas e Walter Carvalho em "Iluminados" desvendam alguns dos mistérios da magia do cinema e ampliam a visão para detalhes de apuro estético, para além da narrativa, que às vezes nos passam despercebidos.

Depois de uma aula de cinema, ficou um pouco mais palatável apreender "Feliz Natal", um filme nem um pouco fácil. Nem o hábito aos tempos longos e silêncios incômodos comuns ao cinema europeu ou a ambientação com montagens frenéticas pós-"Cidade de Deus", nos deixaram completamente confortáveis para desfrutar, ao primeiro impacto, as misturas e ritmos diversos que Selton Mello lança mão, com a ajuda da performática fotografia de Lula Carvalho e da precisa trilha sonora de Plínio Profeta.

Com claustrofóbico abuso de extremos closes, o alicerce do filme são as atuações, território em que Selton Mello tem experiência e confiança para dominar. O elenco composto por Darlene Glória (em retorno espetacular), Leonardo Medeiros, Paulo Guarnieri, Graziella Moretto e Lúcio Mauro dá legitimidade ao complexo drama familiar que traz a história de um homem (Medeiros) atormentado por uma tragédia do passado que enfrenta seus próprios fantasmas ao fazer a tradicional - e por vezes hipócrita - visita de Natal e reencontrar a desestruturada família que há anos evita.

Sem a comum e pueril pretensão dos diretores estreantes ao julgar fazer "algo novo", o experiente ator demonstra sensibilidade para usar a seu favor o que aprendeu durante as filmagens enquanto atuava. São claras as fontes onde bebeu para contar sua história, em referências a apreensões vindas da convivência pessoal. Pressente-se no enredo a presença do experimentalismo de Luiz Fernando Carvalho ("Lavoura Arcairca"), a cáustica dramaticidade familiar de Raduan Nassar (autor do livro "Lavoura Arcaica") e ainda o ritmo angustiado, urbano e urgente de Heitor Dhalia ("Cheiro do Ralo").

"Feliz Natal" tem estréia nacional prevista para 21 de novembro.



Luis Zanin,crítico de cinema do jornal O Estado de São Paulo

A outra atração do festival foi a estréia na direção de Selton Mello, Feliz Natal, que é, como todo primeiro filme, uma tentativa de abarcar a totalidade, somar influências, preocupações e firmar a visão de mundo do autor iniciante. Pode ficar um pouco sobrecarregado por isso. Mas é um trabalho arrebatador, mesmo em seus excessos, retratando uma família disfuncional na qual pontifica a mãe, interpretada por uma Darlene Glória que não atuava tão bem desde seu papel, histórico, em Toda Nudez Será Castigada, adaptação de Arnaldo Jabor para o texto de Nelson Rodrigues. O trabalho fotográfico de Lula Carvalho é notável, um real exercício de linguagem cinematográfica. Enfim, Feliz Natal poderia perfeitamente ter vencido o festival.Acontece que Selton é ator de sucesso.E o êxito, no Brasil, não se perdoa facilmente.
(Caderno 2, 14/7/08)


Hamilton Rosa Jr. - Jornalista e Crítico de Cinema ,Cinelog
Festival de Paulínia: Com “Feliz Natal”, Selton Mello aspira - e atinge - a escuridão da tragédia

Como ator, você pode depositar seus méritos ao esforço individual, mas Selton Mello sabe que como diretor de cinema você conta demais com a contribuição coletiva. E ele subiu ontem com 32 membros da equipe de seu longa de estréia, “Feliz Natal”, ao palco do Theatro Municipal de Paulínia, para pedir aplausos a toda a sua turma.
Estava nervoso, estava ansioso com a avant-premiere, porque dizia que agora não tinha mais controle sobre o que fez. O filme estava ali solto, vivo, para cada espectador reagir individualmente com ele. E pediu: “Abram seus poros e deixem esse filme se completar com seus olhos!”.
De fato, é preciso abrir os poros para a experiência sensorial que Selton Mello constrói na tela. Em “Feliz Natal”, as emoções estão presas na epiderme dos atores, e a tensão do filme é criada em torno desta recusa em se expor, em desabafar, em gritar. E quanto menos os integrantes da família decadente do filme se mostram, mais sabemos, mais entendemos o que se passa com eles.
O problema - a tragédia - é que o pesar, a tristeza e mesmo o amor se originam da mesma fonte. Dos mesmos laços. Laços familiares.
“Feliz Natal”, o filme, abre no meio da sujeira, da sucata, da ferrugem, de um cemitério de automóveis. Caio (Leonardo Medeiros/ “Não Por Acaso”) é o dono do pedaço. E a câmera o acompanha como se ele fosse um daqueles personagens silenciosos, taciturnos dos filmes de cowboy. Sim, Mello deve amar os westerns, deve amar Sergio Leone e Clint Eastwood, porque coloca seu protagonista perambulando a esmo pelo descampado com um cachorro sarnento. Depois emoldura a silhueta do homem na porta de casa, beijando a mulher, antes de sair para alguma aventura.
As semelhanças com o western páram por aí, porque a trilha que Caio vai percorrer, é a da lavação de roupa suja de sua própria família. Ele foi banido do círculo por alguma coisa que fez no passado e que não entendemos muito bem o porquê. Houve um acidente de carro, possivelmente discussões, verdades foram jogadas na cara, coisas que o roteiro apenas intui, porque Selton Mello, e seu co-escritor, Marcelo Vindicatto, confiam que o espectador entende que faz parte da natureza de todo mundo.
Caio entra no meio da festa de Natal dos familiares. E ninguém celebra a volta do filho pródigo. Ao contrário, a presença incomoda. O irmão (Paulo Guarnieri, pôxa, onde andava Paulo Guarnieri?) o afasta com os olhos, o pai (Lúcio Mauro) passa por ele como se o filho fosse invisível, a cunhada (Graziela Moretto) o trata cheia de dedos. Apenas a mãe (Darlene Glória) recebe Caio com um abraço. Mas é um abraço desesperado, ela lhe pergunta se ele veio salvá-la. Tirá-la do controle daquela família, que a trata como se fosse um fardo e a entope de remédios.
Achou pesado? Pois é mesmo. Enquanto todo mundo tenta manter as aparências, a câmera de Mello mostra formigas se deleitando com a ceia que está na mesa.
Caio não agüenta a hipocrisia. Sai dali, para reencontrar dois amigos da juventude e perambular como um morto-vivo dentro da noite. O vocabulário de referências de Selton é sofisticado: passa por John Cassavetes, Lucrecia Martel e desemboca na literatura. A via sacra deste homem pelos inferninhos do subúrbio tem um pé no mundo das mulheres decaídas do conto “Uma Crise”, de Anton Tchecov.
O personagem se enoja dos amigos, das mulheres e de algo que ele foi um dia e que pode ser de novo, se enoja da condição humana.
Mello descobriu atores que podem suportar o peso e iluminar o abismo em que vivem seus personagens. Medeiros, com seus olhos se lançando como em antecipação a outro golpe, seus ombros tensos para um revide que nunca ocorre, está extraordinário. Ele purifica seu trabalho de qualquer traço de teatralidade ou espetáculo. E a prova mais clara de seu feito é que, mesmo com sua atuação sendo tão predominante, ela nunca ofusca o resto do elenco.
Essa tragédia, afinal, não é individual, mas sim pública, ainda que cada personagem passe por ela sozinho. Lúcio Mauro, equilibrado e modesto, é soberbo como o pai, assim como os amigos do peito Neto e Alex (ainda não descobri o nome destes dois fenomenais atores), cujo humor e ceticismo evitam que o filme seja engolido de vez pelas trevas.
 Paulo Guarnieri também enfrenta grande desafio, já que ele precisa interpretar um homem cujo peso e esperança de salvação da família está depositado em suas costas. Você quer sentir pena dele, mas ele também te assusta. E é justamente esse impasse que se multiplica ad infinitum pelos espelhos turvos, embaçados, que Melllo mostra obsessivamente. É no reflexo de um espelho de banheiro que vemos a imagem mais cruel do filme. O momento em que Fabi (Graziela Moretto) explode com a sogra (Darlene Glória) e demonstra toda a mágoa que sente por também estar presa dentro daquela família decadente, que aliás, não nos é fornecido nem o sobrenome.
 Deixei Darlene Glória por último, exatamente como Selton, a deixou no palco do cinema em Paulínia ontem. Ele chamou Darlene, de sua Gena Rowlands, mas ela é mais que isso. A grande diva do cinema nacional faz uma matriarca infeliz, cuja natureza foi sufocada pelo marido, que obviamente a culpa pela separação e pela desorientação do clã.
 E ela mergulha fundo neste precipício. Gagueja perguntas e desculpas com o coração partido. O problema é que ninguém dá a mínima para seus gritos. Na imagem mais triunfal do filme, ela rola com um caco de vidro na mão, enquanto vemos em montagem paralela, os caminhos tomados por cada herdeiro naquele instante. E de repente, a imagem desta mulher no meio fio, entre a vida ou o suicídio, se transforma numa dança. Uma dança macabra.
 Não, ninguém se mata em “Feliz Natal”. Mesmo porque seria muito fácil o suicídio. A arte de Selton Mello não se sujeita a essas facilidades. Está perfeitamente empapada em códigos tribais de parentesco, sangue e horror. E a catarse? Onde está a catarse? 
Mello amordaça o desabafo, o pedido de socorro. O irmão feito por Paulo Guarnieri pergunta a Caio: Você queria falar alguma coisa? 
Caio acena que sim. Mas nada sai de sua boca. Tudo o que queria dizer só podemos sentir no fundo de seus olhos.



em 15.7.08 | # |
8.4.08

E "Os Desafinados" vêm aí!!!



Pra quem estava curioso, ansioso ou mesmo desavisado, o trailler de mais um filmaço com Selton Mello

Curiosidades:
Parte do filme foi rodado em NY.
Tem Jairzinho (sim, o cantor!) atuando.

Bj. Fiquem com Deus


em 8.4.08 | # |
11.3.08

AND THE WINNERS ARE...!!!




A promocao chegou ao final !!!! Muitos premios foram dados aos queridos que frequentam este blog, estao sempre antenados com as novidades e sabem MOOOITO da carreira do Selton!!!!

Pena nao poder presentear a todos, mas no futuro, logico que repetiremos a dose!

Abaixo vamos recapitular as perguntas e respostas, seus respectivos ganhadores e respectivos premios!!!!

1. Em qual filme o personagem do Selton diz : “Fui logo dizendo I love you e ela se derreteu todinha……I love you quer dizer morena em frances”
R: O Auto da Compadecida

Premiada: Maria Samara / Fortaleza CE - 1 CD do filme Meu Nome Nao e Johnny


2. Em quais trabalhos no cinema podemos conferir a otima parceria Selton/ator e Guel Arraes/diretor?
R: O Auto da Compadecida, Caramuru e Lisbela e o Prisioneiro

Premiada: Cristina Frois / Sorocaba SP - 1 CD do filme Meu Nome Nao e Johnny

3. Em qual filme e qual a frase dita pelo personagem de Selton, a qual o proprio ator levou como lema de sua carreira e vida?
R: Lavoura Arcaica e “ser o profeta de minha propria historia”.

Premiadas:
• Ana Luiza / Sao Paulo SP - 1 livro do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Filomena / Rio de Janeiro RJ - 1 CD do filme Meu Nome Nao e Johnny


4. Selton Mello se tornou o “xodo” dos escritores Fernanda Young/Alexandre Machado. Responda em ordem cronologica em quais trabalhos da dupla Selton Mello atuou.
R: Os Normais, Os Aspones e em O Sistema

Premiados:
• Mateus / Tapes RS - 1 livro do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Andre Luiz / Sao Jose do Rio Preto SP - 1 CD do filme Meu Nome Nao e Johnny


5. Quais os clips musicais e de qual cantor/banda dirigidos por Selton Mello?
R: Flerte Fatal (Ira!)
Eu Vou Tentar (Ira!)
Mariana foi pro Mar (Ira)
Wolverine Blues (Nasi)
Corpo Fechado (Nasi)

Premiados:
• Alcides / Maceio Al - 1 livro do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Regina Gigi / Porto Alegre RS - 1 CD do filme Meu Nome Nao e Johnny

6. Selton estreou como diretor de cinema no curta-metragem “Quando o Tempo Cair”, no qual o veterano ator Jorge Loredo e o protagonista. Como surgiu o convite a Jorge Loredo?
R.: Ao entrevista-lo para o programa “Tarja Preta, Selton descobriu que Jorge Loredo nao atuava mais em cinema por falta de convite e oportunidade. Assim surgiu o convite para Loredo protagonizar o curta-metragem.

Premiados:

• Luiza / Cotia SP - 1 livro autografado do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Claudia / Rio de Janeiro RJ - 1 CD do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Tulasi / Sao Paulo SP - 1 jornal autografado do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Maria Luiza / Paramirim RN - 1 jornal autografado do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Patricia / Santos SP - 1 jornal autografado do filme Meu Nome Nao e Johnny


7. Sim. Os irmaos Mello ja atuaram juntos. Em quais trabalhos?
R: Nas pecas Romeu e Julieta, Os Meninos da Rua Paulo, Uma Licao Longe Demais e Razao Para Crer (curta)

Premiados:

• Flavia / Sao Paulo SP - 1 livro autografado do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Cibele / Rio de Janeiro RJ - 1 CD do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Gabriella / Salvador BA - 1 jornal autografado do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Algisa / Sao Bernardo do Campo SP - 1 jornal autografado do filme Meu Nome Nao e Johnny


8. Qual trabalho na TV em que Selton mais orgulha em ter participado?
R.: Os Maias

Premiados:

• Drika / Campo Grande MS - 1 livro autografado do filme Meu Nome Nao e Johnny
• Jenifer / Sao Bernardo do Campo SP - 1 jornal autografado do filme Meu Nome Nao e Johnny

9. Selton tinha uma banda. Qual o nome desta banda.
R.: Vendeta

Premiados:

• Natasha / Sao Paulo SP - 1 livro do filme Meu Nao eh Johnny
• Faby / Sao Paulo SP - 1 jornal autografado do filme Meu Nao eh Johnny

PARABENS A TODOS!!!!!
OS PREMIOS JA ESTAO A CAMINHO!!!
AGUARDEM!!!

BJ BJ
em 11.3.08 | # |
26.12.07

Feliz Ano Novo pra todo mundo que vem aqui!!



Desculpem a demora para um post novo!!

Quero desejar paz, saúde e sucesso em 2008!

Escolhi essas fotos com meus pais e meu irmão por uma razão simples:

A coisa mais importante que temos, nosso bem mais precioso é a família.





Meu pai é ex-bancário e minha mãe dona de casa

Nunca faltou nada pra mim e meu irmão.

Quando digo nada, falo de atenção, respeito, alegria e carinho.

Trabalhamos desde cedo e sabemos o valor das coisas conquistadas.

Nada caiu do céu, sempre foi com honestidade e trabalho.

No Brasil você tem que provar a cada dia quem você é e se é merecedor do que conseguiu, deletam seu passado, mas eu não..., tenho boa memória...



Então sou um camarada realizado pois consegui o que tenho por conta própria e dou muito valor ao meu caminho.

E minha família sempre apoiando minhas escolhas e abençoando minha trajetória.

Obrigado pelo apoio de vocês em 2007.Repito, leio TUDO sempre por aqui.

Ano de 2 coisas lindas:

O Cheiro do Ralo – mais de 170.000 espectadores,prêmios importantes dentro e fora do pais, um sucesso pessoal e a prova de que é possível fazer algo de muita qualidade com pouco dinheiro.
Público e critica farejaram esse “cheiro” e fizeram desse filme um marco do cinema brasileiro. Para completar acabei de ganhar 2 prêmios muito honrosos: APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), melhor ator de cinema do ano por O Cheiro do Ralo e Premio FAZ A DIFERENÇA do jornal O Globo que premia as personalidades mais relevantes do ano em várias categorias: literatura, teatro, artes plásticas, etc e na categoria cinema fui escolhido a personalidade do ano.
Não apenas por O Cheiro do Ralo, mas por minha paixão pelo cinema brasileiro e minha dedicação `a sétima arte nesses últimos anos da minha vida.


Feliz Natal – minha estréia como diretor de longa metragem me deu e está me dando ainda um prazer indescritível. O convívio com grandes atores, técnicos e artistas só reiterou o que sinto pelo cinema. A idéia é percorrer Festivais Internacionais a partir de maio e chegar no Brasil no fim do ano que vem.




Pra começar o ano, dia 4 de janeiro estréia no Brasil todo Meu Nome Não é Johnny.



Confiram...Paula já conferiu e saiu de olhos inchados do cinema... hehe
Sorte pra esse filme tão querido, baseado em uma história real tratando de um assunto muito delicado e importante.




Novos filmes pra rodar em 2008: “A Mulher Invisível” do amigo talentoso Cláudio Torres, ”A Erva do Rato” do cineasta Julio Bressane e finalmente “Jean Charles” de Henrique Goldman, filme rodado em Londres que contará a história do brasileiro morto equivocadamente numa estação do metrô.

Ou seja, ano animado que promete mais trabalho e realizações.

Desejo o mesmo pra vocês e pra família de vocês também!

Acabo de receber um cartão de uns amigos cineastas de BH de uma produtora chamada A TEIA.Esses caras estão fazendo barulho e poesia e vão muito longe ainda...Gostei do que está escrito no cartão deles e divido com vocês:

“Nada existe de permanente a não ser a mudança”

Até logo, beijo e obrigado.

Sempre

Selton Mello

em 26.12.07 | # |
3.7.07

POST NOVO! POST NOVO!



Siiim, à todos vocês que pediram por um post novo, aí está: pelo próprio Selton
Novidade e foto EXCLUSIVA, que só aqui encontrarão..hehehe

bj bj
Paula


"Post novo demorou mas saiu…

Antes tarde do que nunca…

O Cheiro do Ralo passou de 150.000 espectadores com menos de 20 cópias!

Classe A!!!!!!!

Tenho andado sumido porque começei a rodar meu primeiro longa como diretor.

Sim…

Nome provisório FELIZ NATAL

Tô muito feliz!!!!!!!

Não posso falar muito sobre, em breve saberão mais.

Mas o protagonista é meu amigo talentoso Leonardo Medeiros, nosso Benicio Del Toro.

O Leo é o ator que mais me identifico no cinema brasileiro.

É o cara que me deixa tranquilo pra fazer a minha parte por trás da camera.

Estamos chegando no fim da primeira semana de filmagem e estou AMANDO a experiência.




Prêmio Multishow e Prêmio Contigo de Cinema chegando…

Começando a preparar um clipe novo do Ira!

Ou seja, trabalhando muito e completamente realizado!

Post pequeno de tamanho mas carregado de importância…

Sorte pra vocês e até breve…

Selton"



Confiram estas fotos do making of de "Feliz Natal" !!










em 3.7.07 | # |
19.3.07

FILMAÇO...está sentindo o cheiro? ? ?




Esse cheiro que você está sentindo é do ralo, ta?


E assunto é o que nao falta, e aqui estamos com todas as super novidades, estréias, fotos e tudo mais..

Quem não adora ir ao cinema, ler um livro, apreciar exclusivas fotos, saber tudo em primeira mão ... ?

Então prepare-se.....este post esta BOMBADO! "Préstenção"!!!

Começando pelo que está bem próximo:

"O CHEIRO DO RALO" finalmente chega aos cinemas !!!

Dia 23 de março o super hiper blaster master premiado filme estréia nos cinemas do Rio e São Paulo.

Rio de Janeiro:
1) ESPAÇO DE CINEMA 1 / Botafogo (35mm) 13h40 / 15h40 / 17h40 / 19h40 / 21h40
2) ESTAÇÃO IPANEMA 1 / Ipanema (35mm) 13h40 / 15h40 / 17h40 / 19h40 / 21h40
3) SÃO LUIZ 4 / Largo do Machado (35mm) 13h45 / 16h15 / 18h45 / 21h15
4) ARMAZÉM DIGITAL LEBLON / Leblon (Rain) 15h / 17h / 19h/ 21h
5) ESTAÇÃO BARRA POINT 1 / Barra (Rain) 14h / 16h / 18h / 20h / 22h
6) CINEMARK DOWNTOWN / Barra (35mm) 12h05 / 14h25 / 16h45 / 19h05 / 21h35 /+ 23h55 Sex/Sáb

Niterói:
1) ARTE UFF / Icaraí (35mm) 17h / 19h / 21h

São Paulo:
1) ESPAÇO UNIBANCO 2 (35mm) 15h30 / 17h30 / 19h30 / 21h30
2) UNIBANCO ARTEPLEX 6 (35mm) 13h10 / 15h20 / 17h30 / 19h40 / 21h50
3) HSBC BELAS ARTES (Sala Portinari) / Consolação (35mm) 15h30 / 17h20 / 19h10 / 21h
4) CINEMARK VILLA LOBOS (35mm) 12h20 / 14h40 / 17h15 / 19h30 / 21h50 / + 00h15 Sex/Sáb
5) PLAYARTE BRISTOL / Paulista (35mm) 12h50 / 14h55 / 17h / 19h05 / 21h10 + 23h30 Sex/Sáb
6) PLAYARTE MARKET PLACE (35mm) 12h50 / 14h55 / 17h / 19h05 / 21h10 + 23h30 Sex/Sáb
7) PLAYARTE LUMIÈRE (Rain) 12h50 / 14h55 / 17h / 19h05 / 21h10
8) MARABÁ / Centro (35mm) 13h / 15h30 / 18h / 20h30

Brasília:
1) ACADEMIA DE TENIS (Rain) 17h40 / 19h40 / 21h40 + 15h40 Sáb
2) EMBRACINE CASAPARK (Rain) 14h50 / 17h10 / 19h10 / 21h10

O filme que alcançou sucesso de critica no Brasil chega finalmente às telonas.
O filme já começou super premiado.
Melhor Filme da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Prémio da Critica da Mostra de São Paulo.
Melhor Ator no Festival do Rio e no Festival Internacional de Punta Del Este.
Prémio Especial do Júri no Festival do Rio.
Prémio da Critica no Festival do Rio.
Seleção Oficial de Sundance.



"Considero o meu trabalho mais maduro no cinema, com um humor economico, contido, sem pesar a mão" diz Selton.

Ps: Comenta-se que o filme se tornará uma febre e todo mundo irá aderir ao "cheiro".....rs..
E como eu havia dito em post passado, "coloque seu star, acenda seu cigarrinho de uva e vá assisti-lo".
E o Selton acrescenta: "E TENHAM UMA BOA VIAGEM...."



E corram para o cinema assim que estrear pois o filme será lançado com poucas cópias, e depende muito do boca-boca para ele continuar em cartaz.
Levem os amigos, indiquem para todo mundo e vamos ajudar a fazer desse filme que o Selton ama um sucesso de público também!
Dia 23 estréia nas seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Na seqüência estréia em Florianópolis e depois segue por Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Salvador e todo o Brasil!

VEJAM O TRAILLER DO FILME NO YOU TUBE: O CHEIRO DO RALO
Além do trailler, há também algumas peças promocionais com bastidores. Bem legal!

CLIQUEM AQUI E LEIAM SOBRE O FILME E TAMBÉM MAIS UM DIFERENTE TRAILLER

Se tiverem a chance, 2 ótimas críticas nas revistas SET e BRAVO.

O CHEIRO DO RALO, POR ARNALDO JABOR

Cliquem aqui e ouçam comentário de Arnaldo Jabor na rádio CBN.

ARNALDO JABOR E O CHEIRO DO RALO, NO JORNAL O ESTADO DE S.PAULO:

"Um fato novo no cinema brasileiro

Arnaldo Jabor

Saio do cinema desamparado. Esta é a palavra: desamparado. Fui ver o filme O Cheiro do Ralo escrito por Lourenço Mutarelli, Marçal Aquino e dirigido por Heitor Dhalia, protagonizado pelo Selton Mello e fiquei assim. Pareceu-me que houve uma conjunção rara entre os autores - entre os quais, Selton Mello - que talvez tenha ido além deles mesmos. O filme se fez também sozinho. A diversidade dos atores, o acúmulo de situações trágicas, cômicas e perversas geraram um algo que costumamos chamar de obra-prima. (Veja deu-lhe três estrelas e classifica-o como "drama de humor negro"). Mas esse filme é muito mais complexo. Cinco estrelas? Como explicá-lo "psicologicamente"? Ou "psiquiatricamente"? Saio do cinema sem saber. Que deseja esse filme? Pensei em Kafka, em Pinter, em Bukowski, sei lá em quem, e fico com medo de julgar por baixo ou por cima. Enredo? Estorinha? Bem, Selton é um comprador de relíquias e bugigangas que despreza e humilha os clientes miseráveis que tentam se salvar vendendo alguma coisa, e nutre duas obsessões: a bunda de uma garçonete de botequim e um olho de vidro que comprou. Há um ralo no banheiro ao fundo que exala um cheio horrendo que ele cultiva como uma fonte de vida. Tudo se passa em meio a uma cenografia baldia, entre muros pichados e paredes descascadas. Uma alegoria minimalista do nojo do que se passa no País. A cara mais suja de São Paulo nos olha da tela.

Terá algum sentido dizer que o filme é "importante", útil para entender o Brasil, como dissemos diante de Cidade de Deus, por exemplo? Tem sentido buscar sentido numa obra que não pretende se explicar? O filme quer nos "conscientizar"? Claro que não. O filme não "cabe"; é inclassificável ou desclassificado. Será um "retrato de nossa situação psíquica dentro da esquizofrenia do capitalismo?" Ora...

Saio pela Avenida Paulista, louco para chegar em casa como que para me proteger. Na rua, com milhares de pessoas passando de todos os lados, parecia-me que as via pela primeira vez. Senti, digamos, que há uma feiúra (não é a palavra), há talvez uma escrotidão urbana assumida nas roupas, nas caras, nos gestos, há uma poluição existencial incorporada para sempre, uma tragédia ignóbil, pobre, muda, que eu acabara de ver no filme.

Volto a me perguntar: que deseja esse filme? Provar alguma coisa? Ele é "critica" ou "produto"? É um filme personagem de si mesmo? Talvez... Que queria Kafka denunciar na Metamorfose? Nada. Queria existir na sua realidade paralela. Esse filme aponta para o mistério inquietante que a verdadeira obra de arte tem de ter. Não parte de idéias, mas de traumas, de medos, de pesadelos. Encontrar as idéias será tarefa para ensaístas.

No entanto, algumas certezas o filme me trouxe (todas do lado do "não"): a primeira é que o "cheiro do ralo" está definitivamente instalado no presente e no futuro que nos espera no País, que não há reforma social ou psíquica que tape mais esse buraco, que não há conserto para o rumo em que as coisas vão e, quando digo "coisas", são as "coisas" mesmo, a fumaça, o lixo urbano, a falta de dinheiro, a impossibilidade de governar, a estupidez, o crime imbatível, o horror instalado. Não é que o filme "condene" essas realidades como errôneas, ou "desvios"; não - o filme não denuncia, nem é melancólico ou "pessimista". O filme abdica de qualquer esperança "sensata", mas não é desesperado; ele apenas ri e chora por uma vida inevitável, já instalada no dia-a-dia do País, que a elite boçal não quer ver e românticos e acadêmicos, também não. O cheiro do ralo é nosso oxigênio atual e talvez precisemos gostar desse odor, pois viveremos com ele para sempre.

Nosso país vai se dividir entre os que conseguirão escapar dessa tragédia parda, suja que já está aí e ignorar o cheiro do ralo e os que terão de se adaptar a ele. E falo de um cheiro dentro de nós, não do lado de fora. E também não falo de miséria, não. Esta é eterna e apodrecerá para sempre, pois ninguém fará nada contra ela. Estou falando dos homens comuns urbanos. Miséria existencial? Talvez, se comparada a nossos ideais iluministas do "bom" e do "sadio".

Penso também que, na ausência de um sentido "geral" do filme, há milhares de subsentidos nos gestos dos atores, nas roupas, nos comportamentos dos tipos e personagens que denotam uma nova moral, um novo sexo, um novo (a palavra "novo" se aplica?) amor, uma solidão assimilada. Madame Satã tem um pouco disso, Cidade Baixa também. De qualquer forma, surgiu um novo cinema aí, melhor dizendo, alguns pontos luminosos apareceram recentemente. Este é um dos mais fortes.

Outra coisa espantosa (sem falar no baixo custo do filme) é que os atores agem como "autores" também. Cada ator traz um drama pessoal estampado na cara, traços biográficos que nos são ofertados cruamente. Aliás, onde se escondem esses atores geniais, longe da TV e do teatro careta? Com exceção do próprio Mutarelli, de Alice Braga, Paula Braun, e Suzana Alves, há tribos de talentosíssimos anônimos na periferia artística de São Paulo e Rio.

Esse filme me fez lembrar de um filme fundamental de 68 (ano do AI-5 e nascimento da personagem de Selton) - o Bandido da Luz Vermelha, que adivinhou, profetizou a avacalhação em que vivemos hoje, quase 40 anos depois. E Sganzerla sacou isso, desconfiado do heróico e ridículo suicídio da guerrilha urbana que se iniciava. O Cheiro do Ralo, para além dos petismos, tucanismos e lulismos, também parece prenunciar o que seremos daqui a alguns anos. Os filmes do cinema novo continham uma esperança histórica. Agora, eu diria que há uma tragédia conformada.

Apesar de nada mais ter importância (bons tempos em que Terra em Transe mexia na cultura brasileira...), este filme é muito importante sim; mostra que, daqui para frente, talvez precisemos aceitar o cheiro do ralo para respirar. "


O "Cheiro" na imprensa:

"Fui ver em sessão da imprensa (jornalistas têm esse privilégio) o novo filme de Heitor Dhalia, O Cheiro do Ralo. Confesso que não gosto muito do filme anterior de Dhalia, Nina, baseado em Crime e Castigo de Dostoievski, que me pareceu muito afetado, visualmente. Por isso, fiquei surpreso com o novo trabalho dele. O Cheiro do Ralo, baseado em romance do underground Lourenço Mutarelli, acerta em cheio. E como? Radicalizando a linguagem para descrever um universo sórdido, mas tenso de tanta humanidade.Selton Mello é Lourenço, um crápula absoluto. Dono de uma loja de objetos usados, vive da exploração alheia: compra coisas de quem está em estado de desespero por falta de grana. Os tipos que lá vão vender seus objetos compõem uma verdadeira fauna. E o cheiro que empesta o ambiente provém de um determinado ralo entupido no banheiro. Clima pesado e tudo isso é metáfora de uma profunda decadência humana. No entanto, o filme tem humor e até uma ponta de simpatia por personagem tão extravagante quanto esse agiota que ganha vida por um Selton Mello iluminado."
Luiz Zanin


"Lourenço não conquista, compra. Por isso é tão interessante a obsessão dele em explicar a todos que o cheiro pútrido que invade seu escritório vem do ralo e não da sua pessoa nefasta, como se isso o tornasse mais digno. O ralo, como metáfora perfeita do Mal, da degradação, da podridão que ele quer negar, mas que o persegue e domina. Um fascinante mergulho num universo surrealista, onde o escritório de Lourenço se assemelha a uma versão pós-moderna do labirinto de Creta (resta saber quem seria o Minotauro, ele ou o ralo). Por tudo isso, "O Cheiro do Ralo" é um filme diferente, ousado e muito singular."
Erika Liporaci, site Adoro Cinema


"Rolou a pré-estréia do filme brasileiro mais bacana de 2006: O Cheiro do Ralo. Foi no Festival do Rio. Em diversos momentos não foi possível ouvir o som da fita no Cine Palácio.Eram os aplausos da platéia, que parecia assistir a um concerto de jazz em que solos de diferentes artistas pediam por um reconhecimento imediato. Coisa rara no cinema nacional. Lourenço é o papel da vida de Selton Mello, que me perdoe Guel Arraes e Luiz Fernando Carvalho... Selton passeia pelo personagem, domina sua personalidade, brinca com as emoções e amadurece junto dele. Selton nos faz querer ser tão filho da puta quanto Lourenço."
Giuliano Cedroni ,Revista Trip


"Filme baseado em livro de Lourenço Mutarelli mostra um dono de casa de penhores que envolve seus clientes em um jogo perverso entre aquele que tem e aquele que precisa. O Cheiro, que enfrentou muita dificuldade para captação de recursos no inicio do projeto, acabou sendo feito por meio de uma espécie de cooperativa entre os profissionais envolvidos, que dispensaram cachês e atuaram como co-produtores. Num mundo em que dinheiro é poder, O Cheiro do Ralo faz pensar que, como na loja de Lourenço, o valor das coisas não depende só de critérios objetivos. Um homem em apuros, com um olho de vidro pra vender e uma boa história debaixo do braço, pode chegar longe."

Sofia Pleym,Carta Maior


"O CHEIRO DO RALO CONTA A HISTÓRIA DESSE CARA QUE NÃO AMA NADA NEM NINGUÉM. ELE COMPRA OBJETOS USADOS, USANDO SEU DINHEIRO PARA MANIPULAR AS PESSOAS. TEM FIXAÇÃO EM BUMBUM. NÃO BUMBUNS EM GERAL, MAS UM, EM PARTICULAR. O FILME ABRE-SE COM AQUELE DERRIÈRE DE FAZER INVEJA AO DE JENNIFER LÓPEZ, DO QUAL SAI O TÍTULO, O CHEIRO DO RALO. VIRA OBSESSÃO PARA O PERSONAGEM DO SELTON MELLO. É UM DOS MELHORES (O MELHOR?) TRABALHO DO ATOR QUE ESTÁ CADA VEZ MAIS CULT."
LUIZ CARLOS MERTEN, ESTADO DE SÃO PAULO

CLIQUE AQUI E VEJA CRITICA DO ESTADÃO EM 23 DE MARÇO



"SUNDANCE FESTIVAL"



Em janeiro, o filme foi um dos representantes do Brasil no aclamado Sundance Festival, nos EUA.
Este prêmio, criado pelo ator e diretor Robert Redford é considerado o mais impotante do cinema independente.
O filme foi muito bem recebido e elogiado, arrancando risadas e aplausos do público.
Um link legal foi colocado no comentário do post anterior e aqui vai ele de novo.
CLIQUE AQUI!!!



Vale a pena acessar, já que trata-se do relato da viagem e impressões do diretor Heitor Dhalia e de Matias Mariani, produtor.


SELTON ESCRITOR



O primeiro livro de Selton Mello, "O dia em que me tornei São-Paulino", é apaixonante, emocionante, surpresa boa, bem escrito, detalhista, pra tricolor nenhum botar defeito!
Na verdade é um almanaque com curiosidades e histórias do São Paulo.
E o conto inicial foi escrito pelo Selton.
Desde a criatividade da capa, a foto do gramado na primeira página e as informações e histórias contadas por Selton, é um ótimo presente para todas as idades, especialmente aos "pequeninos tricolores", que poderão conhecer e se informar de todas as vitórias de seu time do coração.

O livro, lançado pela Panda Books (Ed.Original), já está a venda em todas as livrarias do Brasil.

Em tempo, os direitos autorais foram doados por Selton à Santa Casa de Misericórdia de Nepomuceno (MG).


MEU NOME NÃO É JOHNNY - cenas internacionias



Após descanso merecido no final de ano, Selton e a equipe do filme "Meu nome não é Johnny" embarcaram para a Europa, mais precisamente para Barcelona e Veneza.
Filmaram por lá as sequências em que o Johnny ampliou seus domínios no tráfico internacional.

E como ninguém é de ferro aproveitaram a viagem e encontraram a turma do Barcelona.

Ronaldinho, Deco e o ex-sãopaulino Edmilson.




TARJA PRETA - NOVA TEMPORADA

O Tarja Preta estréia nova temporada no dia 30 de março.
A primeira entrevistada é a Claudia Abreu. Imperdível!
E agora a novidade é o quadro de ficção "Daroilson,o Bartender"
Estrelado por Hossen Minussi e por ninguém menos que o Nasi do Ira!.
Sim. É a estréia dele como ator.E agora a concorrência para o Paulo Miklos ficou acirrada...
E por falar em Nasi, Selton acabou de dirigir o clipe novo da banda que completa 25 anos. A canção se chama "Eu vou Tentar" e já está rolando nas rádios e em breve vocês verão na tv mais uma parceria Selton-Ira!...


em 19.3.07 | # |
16.12.06

2006...O ANO SELTON MELLO



Demorou mas o post está aqui!
E mais um ano se passou e o blog firme e forte, conquistando mais e mais frequentadoras e lógico, a cada ano a retrospectiva é empolgante!
Agradeço o carinho, dicas e tudo mais para incrementar esse espaço que é de todos!
Super beijo e um ótimo Natal e um super Ano-Novo pra todos vocês e em 2007 estamos aí!
Paula.

E com a palavra: Selton Mello!


"É moçada!

Post novo !

Fim de ano!

Aliás belo ano!

Quero agradecer a cada pessoa que vem aqui no blog desejar coisas boas. Saibam que leio SEMPRE TUDO por aqui e me sinto fortificado para seguir em frente com meus projetos.

Minhas escolhas são o meu reflexo. Cada trabalho que me disponho a entrar, é para ir com tudo.

E vocês percebem esse brilho nos meus olhos e isso é MUITO recompensador.

Vamos ao balanço geral:


São Paulo Tetracampeão Brasileiro.

Rogério Ceni no Guiness Book.

Nem preciso dizer nada né?

Hehe


Nunca fui tão premiado num ano.


2 prêmios pelo Árido Movie. Em Recife e o Qualidade Brasil. No ano que vem o filme sai em DVD e quem não viu vai poder ver.


Prêmio Contigo de Ator Coadjuvante por O Coronel e o Lobisomem.


E meu filhote torto querido do peito O CHEIRO DO RALO consagrado total. No Rio levei Melhor Ator, e ganhamos o prêmio da Crítica Internacional e o Especial do Júri. Em SP ganhamos o prêmio máximo: Melhor Filme da Mostra!



Em 30 anos só 2 filmes brasileiros ganharam esse prêmio: Cinema, Aspirinas e Urubus, e agora a gente!


Tô feliz demais. Amo esse filme, em janeiro o filme vai pra Sundance, um Festival charmosíssimo do cinema Independente Mundial criado pelo Robert Redford, e o CHEIRO é o único representante brasileiro na categoria de ficção em longa metragem.
SHOW TIME!
Claro que vou estar lá e conto para vocês! E depois mundo afora e Brasil adentro!



Minha estréia na direção do curta QUANDO O TEMPO CAIR, que gerou duas coisas lindas.





O Jorge Loredo foi convidado para o novo filme da Lais Bodanski,por causa do curta, já rodou, ou seja, missão cumprida, ele voltou para ficar. Isso me comove muito,já que o Brasil se esquece muito facilmente das coisas. Então de alguma maneira, ajudei que vissem o Loredo com a atenção que ele merece.


E ele foi homenageado no Festival de Vitória de Cinema por sua carreira brilhante, aplaudidíssimo, eu estava lá e foi inesquecível !






Estou preparando o Tarja Preta do ano que vem, OS PULHAS acabaram e agora meu querido Hossen Minussi estrela um novo quadro que se chama: DAROILSON, O BARTENDER. hehe é esperar pra ver. E sabe quem vai fazer sua estréia como ator nesse quadro? Nasi do Ira!, meu parceiro. HEHE...

Aliás, muitos planos para o ano que vem com a banda que comemora 25 anos de carreira. Aguardem!


Fiz 2 filmes novos que vocês certamente assistirão no ano que vem:


FEDERAL todo rodado em Brasilia, filme policial, com muita ação, coisa bem incomum no nosso cinema, experiência cansativa mas muito gratificante!



E agora em Janeiro termino MEU NOME NÃO É JOHNNY. Meu décimo sexto filme. Dedicação total à sétima arte. Filme incrível baseado no livro de mesmo nome do Guilherme Fiúza. A história real de um cara da classe média no Rio de Janeiro dos anos 80 e 90 que de consumidor, passou a ser o maior traficante da cidade nessa época. Pagou caro por isso, hoje está vivo pra contar tudo isso e vai frequentemente nas filmagens checar se estou sendo fiel.

Hehe Muito louco .É a primeira vez que faço um personagem em que o cara que viveu tudo aquilo está bem ao meu lado para dizer como foi realmente.Tô gostando!
O filme ta ficando classe...

Fotos do MEU NOME NÃO É JOHNNY.
Com a Cleo, que faz minha namorada e na outra estou levando uns casacos para rechear com cocaína para levar para a Europa. Em janeiro filmaremos em Barcelona e Veneza. Que chato né? hehe



Tem um especial sobre os 7 Pecados Capitais que fiz, e vai passar no Fantástico deste domingo (17 dez) como presente de Fim de Ano. Pra quem tá com saudade de me ver na telinha, vale ver, muito bem dirigido pelo talentoso João Falcão.


E dêem uma olhada nas bancas na REVISTA DE CINEMA. Muuuuito legal! Matéria bem bacana com esse que vos fala e com mais novidades ainda!


UFA!


Meu pai renovou o coração, colocou 6 pontes de safena e vai muito bem, obrigado e em breve vai poder tomar uns chopinhos com os filhos..hehehe


Desejo paz para vocês, principalmente para a Paula que tem muita coisa pra fazer, como todos nós e ainda arruma tempo para cuidar desse blog que é um excelente canal entre a gente!


Saúde!Saúde!


Isso é o que mais desejo pra vocês e pros seus familiares.



E que venha 2007 com suas surpresas...


Beijo bem grande e obrigado por tudo!!!!


em 16.12.06 | # |
16.10.06

30ª MOSTRA INTERNACIONAL DE SÃO PAULO





"O Cheiro do Ralo" é escolhido o melhor filme da Mostra de Cinema de SP





PRÊMIOS



Prêmio do Júri - Melhor Filme:
"O Cheiro do Ralo", de Heitor Dhalia (Brasil)

Palavra do Júri: "Pela capacidade de criar uma linguagem cinematográfica consistente"

Prêmio do Júri: Menção Honrosa ao elenco de "O Cheiro do Ralo".

Prêmio Petrobras Cultural de Difusão - Melhor Longa Brasileiro de Ficção (voto do público) - R$ 400 mil para distribuição:
"Antonia", de Tata Amaral (R$ 200 mil)
"O Ano Em Que Meus País Saíram de Férias", de Cao Hamburguer (R$ 200 mil)


Prêmio da Crítica - Categoria Nacional:
"O Cheiro do Ralo", de Heitor Dhalia

Palavra do Júri: "Pela junção de um fino humor negro com reflexões psicológicas e sociais, entre outras"





"Vamos impregnar o Brasil com nosso cheiro", comemora Selton Mello.



CAMILA MARQUES
da Folha Online

O ator mineiro Selton Mello, 33, protagonista de "O Cheiro do Ralo" --melhor filme por escolha unânime do júri da 30ª Mostra Cinema-- comemorou
a vitória do longa nos termos de seu personagem. "Isso é só o começo. Vamos impregnar o Brasil e o mundo com o nosso cheiro", disse, durante a premiação da Mostra realizada na noite desta quinta-feira (2), no Auditório Ibirapuera.

Já o diretor do longa, Heitor Dhalia, classificou o prêmio como imensurável. "É um prêmio que não dá nem pra medir, porque todo mundo trabalhou de graça."

No longa vitorioso, Selton Mello interpreta Lourenço, um auto-proclamado "escroto". Comerciante, ele vê a sociedade como um lugar em que as pessoas, tanto quanto os objetos usados, estão à venda. No Festival do Rio, Mello levou o prêmio de melhor ator.

Próximos projetos

Em entrevista à Folha Online, Mello comentou seus outros projetos no cinema --já que, segundo ele, sua carreira está mais voltada para a telona do que para a TV.

O ator trabalha há dois anos como roteirista e diretor em seu primeiro longa, que tem título provisório de "Feliz Natal".

"Não tenho pressa com meu filme, vamos fazer tudo com calma. Estamos na fase de captação", explica. "Será um filme urbano, bem contemporâneo, e vai falar do drama de uma família no periodo do Natal e do Ano Novo."

O ator também está trabalhando nos longas "Meu nome não é Johnny" (Mauro Lima), que começa a filmar nesta semana, e "Federal", no qual interpreta um policial --ontem, aliás, Mello estava rodando o filme em Brasília sob a direção de Eryk de Castro.

Apesar dos bons resultados no cinema nacional, Selton Mello diz não pensar em fazer carreira fora do país. "Acho que temos que fazer um trabalho bem feito aqui. Não penso em parar minhas coisas no Brasil para investir em algo internacional."

Sobre sua distância da TV, ele alega falta de tempo. "A TV exige tempo integral. Quando recebo algum convite, logo perguntam 'e aí, está fazendo algum filme?' Algumas pessoas já nem convidam mais", brinca.



Cinema brasileiro vence Mostra de SP pelo 2º ano consecutivo



da Folha Online

O filme brasileiro "O Cheiro do Ralo", de Heitor Dhalia, levou o Troféu Bandeira Paulista da 30ª Mostra Internacional de Cinema São Paulo. O júri escolheu o filme entre 14 produções mais bem votadas pelo público. Esta é a 2ª vez, na história da Mostra, que um filme brasileiro ganha o Troféu Bandeira Paulista.

"Eu me mudei para São Paulo há 13 anos para trabalhar mas também para ver filmes na Mostra, porque, no Recife, a oferta não é tão grande. É uma honra receber este prêmio", agradeceu o diretor pernambucano Dhalia em seu discurso.

No ano passado, um outro filme brasileiro foi agraciado, o longa "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes. A produção representa o Brasil na corrida por uma vaga no Oscar deste ano.

O Prêmio da Crítica para melhor filme nacional também ficou com "O Cheiro do Ralo". O melhor filme internacional, segundo a crítica, foi "Hamaca Paraguaya", longa de estréia da diretora Paz Encina e primeira ficção em 35 mm que o Paraguai apresenta ao mundo.

O Prêmio Petrobras Cultural de Difusão, que estreou neste ano, elegeu pelo voto do público "O Ano Que Meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hamburguer, e "Antonia", de Tata Amaral, na categoria de longas de ficção. "Fabricando Tom Zé", de Décio Matos Jr, levou o Prêmio de Difusão na categoria de longa documentário.

Os dois filmes de ficção empatados nesta nova categoria vão dividir R$ 400 mil reais e o documentário leva R$ 200 mil. O prêmio é o maior já concedido em um festival de cinema no país e foi criado pela Petrobras, principal patrocinadora do evento, em comemoração aos 30 anos da Mostra.

O anúncio foi dado na noite desta quinta-feira durante solenidade de encerramento da Mostra, no auditório Ibirapuera. Apesar do encerramento, foi anunciada ontem a tradicional repescagem, com uma semana de programação extra. A repescagem terá 91 sessões.

Pelas regras da Mostra, o júri oficial (Florinda Bolkan, Wolfgang Becker, Jorge Sánchez, Bahman Ghobadi, Lauro Escorel, Contardo Calligaris e Jose Maria Prado) tiveram autonomia para conceder prêmios nas categorias que quisessem, além da de melhor filme. Concorriam ao título os 14 longas de novos diretores (até o segundo filme) mais bem avaliados pelo público.



"O CHEIRO DO RALO" NA MOSTRA DE SP



SELTON E O DIRETOR HEITOR DHALIA


ATOR HOSSEN MINUSSI E NASI





DIRETOR HEITOR DHALIA


ATOR HOSSEN MINUSSI, NASI E SELTON


ROTEIRISTA DO FILME MARÇAL AQUINO








em 16.10.06 | # |